sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Capacitação como objetivo efeito dominó

Entre os dias 14 a 18 de dezembro 2009, em Belo Horizonte no Retiro São José, houve uma oficina de capacitação sobre Enfoque na criança e no adolescente promovido pela KNH Brasil Regional SECO, para educandos e educadores das entidades filiadas a ela, em parceria com o Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendech) de Recife, PE.
Os ministrantes do curso abordaram de forma clara, dinâmica e acessível, vários temas que hoje são complexos, redundantes e ao mesmo tempo incompreendidos por muitos no dia-a-dia.
Dentre eles, o Estatuto da Criança e do Adolescente, Sistema de Garantia de Direitos, Convenção Internacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e os Marcos Legais da Infância no mundo e no Brasil até a atualidade.
E deste modo, a KNH Brasil Regional SECO ao realizar este curso objetiva a replicagem do conhecimento adquirido pelos participantes, a fim de fazerem um efeito dominó em cada entidade ali representada, dando ênfase sempre ao enfoque dos direitos humanos das crianças e dos adolescentes.
Uma das ações foi a criação do grupo dos adolescentes de um Orkut João Otaviano dos Anjos com finalidade de interação, troca de trabalhos e experiências, assim como do Blog Fala Jovem. O pedido de adicionamento ou comunicação deve ser feito pelo email knheusouseuanjo@hotmail.com e do blog juventudepolitizada@gmail.com.

Por: Mariana Teixeira, Mayna Ribeiro e Philippe Diogo.
Serpaf -Sete Lagoas/ MG

FÓRUM COBRA DO GOVERNO RELATÓRIO SOBRE CDC - 13/01/2010


O Fórum Nacional DCA cobrou de autoridades do Governo Federal em dezembro informações sobre o relatório periódico sobre a implementação da Convenção sobre os Direitos da Criança, que deveria ter sido encaminhado ao Comitê dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007.
Um ofício cobrando o relatório foi enviado ao ministro Paulo Vannuchi (SEDH), ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e ao embaixador Celso Amorim (Relações Externas). Veja a seguir a íntegra do documento.

Senhor (a) Ministro (a),
Cumprimentamos Vossa Excelência, ao tempo em que solicitamos informações a respeito das medidas adotadas por esse órgão para a elaboração do relatório periódico sobre a implementação da Convenção sobre os Direitos da Criança e sobre os progressos realizados para a fruição dos direitos pelas crianças e adolescentes, que deveria ser apresentado pelo Brasil ao Comitê dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007.
A propósito, na Convenção sobre os Direitos da Criança que, nos termos do disposto na Constituição Federal, é equivalente a uma norma constitucional (art. 5º, §§ 2º e 3º, este acresc. pela EC 45, de 8 dez. 2004) e, no entendimento do Supremo Tribunal Federal, pelo menos possui status normativo supralegal (RE 349703, RE 466343, HC 87585. julg. 3. dez. 2008), dispõe-se que "todas as ações relativas às crianças, levadas a efeito por instituições públicas ou privadas de bem estar social, tribunais, autoridades administrativas ou órgãos legislativos, devem considerar, primordialmente, o interesse maior [superior] da criança" (art. 3º); e que "os Estados Partes adotarão todas as medidas administrativas, legislativas e de outra índole com vistas à implementação dos direitos recon! hecidos na" Convenção, "utilizando ao máximo os recursos disponíveis" (art. 4º).
A Convenção também cria o Comitê dos Direitos da Criança, formado por membros de nacionalidades diversas, que atuam a título pessoal: não representam os seus países nem eventuais organizações a que pertençam. É o órgão das Nações Unidas encarregado de examinar e monitorar a implementação da Convenção nos países que a assinaram. De acordo com a Convenção (art. 44), os países signatários se comprometem a apresentar relatórios periódicos ao Comitê sobre as medidas que adotaram para garantir os direitos reconhecidos na Convenção e sobre os progressos realizados para a fruição dos direitos pelas crianças.
O primeiro relatório deveria ser apresentado pelo Brasil no prazo de dois anos contados da data de ratificação da Convenção, vale dizer, em 1992 e, após, a cada cinco anos. Mas o primeiro relatório só foi entregue em setembro de 2003, com praticamente 11 anos de atraso, portanto. Também deveria apresentar relatórios em 1997 e em 2002. No entanto, foi o único entre os países signatários que enviou apenas um relatório.
O Comitê analisa o relatório e se manifesta por conclusões e recomendações, conhecidas como "Observações Finais". As Observações Finais de 2004 são contundentes acerca do muito que falta para a efetivação dos direitos da criança, mas autorizou o Brasil a apresentar os dois relatórios faltantes, consolidados, em outubro de 2007 (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Compilación de observaciones finales del Comité de los Derechos del Niño sobre países de América Latina y el Caribe [1993-2006]. 2.ed. Santiago del Chile: Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia, Oficina Regional para América Latina y el Caribe; Oficina Regional para América Latina y el Caribe del Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos, 2006. Disponível em:
http://www2.ohchr.org/english/bodies/crc/docs/publications/compilacion_1993_2006.pdf).
A presente solicitação é feita em atenção ao disposto na Constituição Federal (arts. 1º, 5º e inc. XXXIII, 14, 227, 227 § 7º, c.c. art. 204), na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, aprovada pelo Decreto Legislativo 28, de 14 de setembro de 1990, do Senado Federal, ratificada pelo Brasil e promulgada com o Decreto 99.710, de 21 de novembro de 1990, do Presidente da República, na Lei 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente - (art. 88 e inc. VII), na Lei 9.051, de 18 de maio de 1995, e na Lei 11.111, de 5 de maio de 2005.
Importante, ainda, assinalar, que o Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente constitui espaço democrático da sociedade civil dedicado à articulação e mobilização, sem distinções religiosas, raciais, ideológicas ou partidárias. Sua atuação foi decisiva na mobilização pela aprovação do capítulo da criança e do adolescente da Constituição de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente. Atualmente representa aproximadamente mil entidades, entre organizações filiadas, Fóruns e Frentes Estaduais (com suas ONGs filiadas).
Certos de contarmos com o elevado senso democrático e de zelo pelos direitos da população infanto-juvenil brasileira, sempre com vistas ao cumprimento dos princípios constitucionais do interesse superior e da proteção integral à criança e ao adolescente, colocamo-nos à disposição de Vossa Excelência para esclarecimentos adicionais que se Sociedade Brasileira de Defesa da Criança e do Adolescente – Fórum Nacional DCA - CNPJ Nº 37.992.856/0001-09 - SAS Quadra 05 – Ed. OAB – Bloco N – Sala 221 – 2º andar - Brasília DF – CEP 70070-913 - Fones: 61-3322-3380 ou Fone Fax: 61 3323 6992 - forumdca@forumdca.org.br - www.forumdca.org.br - façam necessários, e aproveitamos o ensejo para reiterar nossos protestos de elevada estima e distinta consideração.
Respeitosamente,

Secretariado Nacional do Fórum Nacional DCA:

- Secretária Nacional - Jimena Djauara Grignani – representante da Associação Brasileira de Educação e Cultura (ABEC Marista)
- Secretária Adjunta – Rachel Niskier – representante da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)
- Secretária de Articulação – Iolete Ribeiro da Silva – representante do Conselho Federal de Psicologia (CFP)
- Secretário de Finanças – Antonio Pereira Kbça da Silva Filho – representante da Federação Nacional dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas (FENATIBREF)


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Oficina discute pré formulação de Plano de Monitoramento dos Direitos pelo FNDCA

A Oficina de Monitoramento dos Direitos da Criança e do Adolescente do Fórum Nacional DCA, nos dias 28, 29 e 30 de setembro em Curitiba – PR, teve a participação das entidades filiadas ao FNDCA. Na ocasião foi apresentado a experiência da Fundacion Annie Casey, com Laura Beavers e Instituição Kansas, com Gary Brunk, alem de Gerardo Sauri com a experiência do México da rede pela infância.
A proposta do encontro era elencar prioridades para um plano de trabalho do Fórum DCA juntamente com um comitê gestor formado pela KNH Brasil, Visão Mundial e PLAN que terá como tarefa nos próximos 3 anos construir um monitoramento dos direitos das crianças e adolescentes no Brasil.
As discussões e trabalhos de grupo, foram fontes de informação onde foram levadas algumas considerações, que contribuíram para as propostas entregues ao grupo gestor do monitoramento dos direitos do Fórum DCA. Uma destas foi o fato de existir muitas políticas publicas para a infância que acabam dificultando o monitoramento assim como a dificuldade de distinguir programas do governo e execução das ONG.
Outro ponto forte abordado foi a dificuldade de avançar no sentido da participação infantil nos municípios. Alem do problema da falta de articulação e foco dos mecanismos do sistema de garantia de direito da criança e do adolescente, a geração de dados estáticos que não são de fontes confiáveis ou ultrapassados foi levantada pelos grupos como ponto dificultador.
Assim, através dos grupos de trabalho criaram-se parâmetros para serem usados como padrão na avaliação de todas as políticas que serão analisadas pelo Fórum Nacional DCA. Ao final será produzido um relatório único com participação de todas as entidades ligadas ao FNDCA, e de um grupo infanto juvenil brasileiro, que apresentará quão se dá à garantia das Crianças e Adolescente no Brasil.

Considerações do Gerardo Sauri
- “Os projetos vão sendo feitos um em cima do outro, sem o devido armazenamento, impossibilitando a utilização, não estando acessíveis e públicos, bem como confiáveis.”
- “É necessário trabalhar com todos no processo da formulação de um relatório, diagnostico, já que é um ciclo - mapear, passar a informação, manter atualizado, ter compromisso com a pesquisa feita. Pois se for produzida apenas uma vez, impossibilita que haja o acompanhamento ao longo prazo daquele problema analisado.”
- “Ao avaliar um relatório de garantia de direito deve-se ter informações, como: indicadores a apartir da infância (gerados apartir deles) e indicadores para a infância (inclusão nos trabalhos).”
-“o interesse superior da criança também é indicador de garantia”

Laura Beavers – Fundacion Annie Casey
- ”É importante estarmos atento aos dados se eles são: Dados reais (se não forem confiáveis à pesquisa também será); comunicação poderosa (articulada com mídia); políticas efetivas (é necessário identificar as políticas, os problemas para indicar soluções)”
-“ Importância dos dados serem disponíveis, autorizados para atualização.”

Gary Brunk – Kansas
- “Os dados estatísticos e as políticas publicas devem ser pensados como via de mão dupla.”
- “Não é esta na função do estado de propor os estudos estáticos confiáveis porque do contrario ele iria parar de investir nas pesquisas. É necessário todos os segmentos terem o enfoque de direitos, pois desta forma o estado acabara se sentindo provocado a torná-los confiáveis caso não seja, além de te-los como aliados estratégicos.”
- “É importante que as pesquisas estejam previstas na agenda política.”

Por: Mariana Teixeira – Serpaf/KNH

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

CDC completa 20 anos e Brasil ainda nao apresentou relatorio

A Convenção Internacional dos Direitos da Criança (CDC) completa 20 anos no próximo dia 20 de novembro. Várias atividades em todo o País lembram a data. Mas até hoje o governo brasileiro não entregou o segundo relatório obrigatório sobre a implementação da Convenção no País ao Comitê dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Apesar de várias cobranças feitas pela sociedade civil brasileira, a entrega do relatório segue atrasada. Segundo informações da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), o documento está no Ministério das Relações Exteriores. O relatório alternativo produzido pela Anced, com apoio do Fórum Nacional DCA já está disponível há vários meses.

Nos próximos dias o Fórum Nacional DCA pretende apresentar um pedido oficial à SEDH e ao Ministério das Relações Exteriores cobrando o imediato envio do relatório ao Comitê.

Na semana passada, A Secretária Nacional do Fórum, Jimena Grignani (Associação Brasileira de Educação e Cultura - ABEC/Marista), participou da sessão especial do Comitê que celebrou os 20 anos da CDC, em Genebra, na Suíça.

A sessão especial reuniu representantes de 192 países e discutiu os temas dignidade, desenvolvimento e diálogo.

ANO 9 - Nº 131 – 15 de OUTUBRO de 2009 - Rapidim Forum Nacional DCA.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Curso de Iniciação Política - On line e Gratuito

O ILP - Instituto do Legislativo Paulista, em parceria com a Fundação Mário Covas, está oferecendo neste site um curso à distância de "Iniciação Política". acesse http://ilp.ensinar.org/_Secao/12688/_Pagina/Site/ExternoInicial.aspx

O Curso, totalmente gratuito, destina-se a jovens de 14 a 19 anos que tenham interesse nesse tema. Os interessados deverão fazer o cadastro, clicando em "Inscreva-se" e, no decorrer do curso, responder aos exercícios propostos.

No final dos 5 módulos, haverá uma prova online. O Curso está dividido em 5 módulos, com os seguintes conteúdos:

Módulo 1 -

De Vargas a Lula República Federativa

Era JK

Renúncia de Jânio

Regime Militar

Anos de Chumbo

Anos Incríveis

Ame-o ou Deixe-o

Último General

Diretas Já Enfim, a Democracia

Plano Real

Governo FHC

Lula chega à Presidência

Módulo 2 -

Política e Organização Social

Estado e Governo

Poderes do Estado

A Distribuição do Poder

Sistemas de Governo

O Estado Brasileiro

Legislar para o Brasil

Administrar a Nação

O Poder de Julgar

O Ministério Público

Módulo 3 -

Política, Eleições e Partidos

A Política na Vida Votar: direito ou dever?

Voto e cidadania

Que valor tem o seu voto?

Como se vota no Brasil

Capacidade eleitoral

Partidos Políticos

Sistema Partidário

Módulo 4 -

Ética e Política

A morada humana

Virtude, ação e equilíbrio

Ética e cidadania

O reconhecimento do outro

O Brasil que queremos

A Ética na ação política

A base ética na educação

Responsabilidade e Gestão

Gastar com Segurança

Acesso público

O exemplo de São Paulo

Módulo 5 -

Política e Futuro

Ontem, hoje, amanhã

O espaço de participar

Informação, história

A clássica divisão histórica

Um milênio de possibilidades

Uma revolução global

O desafio das novas gerações

A questão ecológica

Os movimentos internacionais

Os meios de comunicação

A era da Informação

Reinventando a Cidadania

Haverá certificado para aqueles que obtiverem nota mínima de 7 pontos na prova final.

Apresentação da Fabricia no II Encontro de Adolescentes do FNDCA

II Encontro de Adolescentes do FNDCA

II Encontro de Adolescentes do FNDCA
Momento risadinha

Falando sobre sexualidade

Apresenção de TV das equipes

Dança da Laranja

Politicas publicas e espaços de participação

Chegada dos participantes

Leitura e aprovação do Regimento Interno

Adolescentes direcionando o Acordo de Convivência

Trabalho em Grupo

Divisão dos grupos por cor

Apresentação por região

Jurados da Gincana